quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O grupo extremista do Estado Islâmico destruiu o mosteiro cristão mais antigo do Iraque, que tinha 1.400 anos de existência. O mosteiro Cristão foi reduzido a escombros, tornando mais uma vítima da implacável intolerância do grupo extremista.

O complexo sobreviveu a fenômenos da natureza e a ataques do homem, e era um centro da comunidade cristã regional, que atraia fieis de toda região para orações com os sacerdotes.


Fotos tiradas por um satélite mostram que o Mosteiro Santo Elias, na cidade de Mossul, está completamente destruído. O local já foi usado para local de culto dos soldados americanos.

O reverendo Paul Thabit Habib, de 39 anos, olhou para as fotos que mostram o mosteiro antes e depois de ser destruído e se mostrou muito abalado. O reverendo em entrevista contou que não consegue descrever a sua tristeza.

"Nossa história cristã em Mossul está sendo barbaramente destruída. Acreditamos que isso é uma maneira de nos expulsar do Iraque, eliminando e finalizando a nossa existência nesta terra", contou o reverendo.

Ao longo do caminho os combatentes do Estado Islâmico destruíram edifícios, ruínas históricas e estruturas culturalmente significativas por considerarem contrárias a sua interpretação do Islã. O mosteiro se juntou a uma lista crescente de mais de cem locais religiosos e históricos destruídos, o que inclui igrejas, mesquitas, túmulos e santuários na Síria e no Iraque.

O Estado Islâmico que controla parte do Iraque e da Síria, matou milhares de civis e forçou a fuga de centenas de milhares de cristãos, ameaçando a religião cristã que resiste na região a dois mil anos. Informações e fonte "O Globo".

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