quarta-feira, 13 de julho de 2016

O pastor acusado de ter abusado sexualmente do enteado de 5 anos, resolveu fazer um vídeo nesta quarta-feira (13), dando a sua versão sobre as acusações. Com a cabeça raspada, e visivelmente abatido, Felipe Heidrich, contou ter passado dias difíceis, após ter passado alguns dias detido na prisão em Bangu (RJ).

"Eu precisava me recuperar um pouco. Eu sempre achei que todo mundo era inocente até que se provasse o contrário. Mas, o que eu vivi nesses últimos dias, semanas, é que todos são culpados até que se prove o contrário. Assim como vocês, eu fiquei em choque com tudo o que foi dito a meu respeito e todas as acusações. Até dia 12, eu estava em família, feliz, ministrando na igreja, com uma criança que eu amei, que eu mais amei nessa vida, que eu ajudei a criar com a minha esposa. No dia 14, eu sou comunicado por ela de que ela tinha descoberto que eu era homossexual e pedófilo. Ela pegou, saiu de casa com meu filho e ali começaram os piores dias da minha vida", contou Felipe no vídeo.

No vídeo, Felipe conta que não soube lidar com as acusações de Bianca Toledo, em seguida leu a Bíblia, pegou um vidro de Rivotril (calmante), para poder dormir e achar que tudo foi algo de sua mente, ou um equívoco qualquer.

"Eu chorei muito nesse dia, li a Bíblia, peguei dois vidros de Rivotril, não porque eu queria me matar, mas eu queria dormir. Achar que aquilo era algo da minha mente, um equívoco qualquer", afirmou Felipe.

Felipe ainda contou que sua vida virou de pernas para o ar, após as acusações de abuso, sendo acusado, julgado, maltratado, linchado sem sequer ter o benefício da dúvida.

No vídeo, Felipe pediu desculpas a Igreja de Deus. "Eu quero pedir perdão à Igreja de Deus porque, talvez, muitos na fé que me acompanham e acompanham nosso ministério tenham sido enfraquecidos. Mas entenda, me desculpa. Essa nunca foi a minha intenção, mas eu não soube lidar... Eu só queria sumir.", falou Felipe emocionado.

O pastor fez questão de contar que está se mantendo forte para "perdoar" e "provar a sua inocência".

"Meu rosto rodou o mundo como pedófilo. Gritavam meu nome na rua: 'Morre'. Sofri as penalidades da prisão. No último dia de prisão fui aplaudido pelos presidiários e os policiais", contou Felipe, que ainda definiu que somente existe um laudo oficial sobre o abuso, e no laudo diz que o pastor é inocente.

Assista:

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