quarta-feira, 31 de agosto de 2016


Uma igreja evangélica de Goiás será indenizada no valor de 50 mil reais, após ser obrigada a celebrar um casamento cujo a noiva estava grávida.

De acordo com a decisão do tribunal de Justiça de Goiás, a Primeira Igreja Batista de Goiânia receberá a indenização vinda dos noivos, por afronta moral e violação aos costumes e a honra da instituição.

Em 2005, faltando menos de um mês para o casamento do casal acontecer, a igreja comunicou que não poderia celebrar o casamento, pois o casal não cumpria requisitos necessários para que a celebração fosse realizada. A noiva estava grávida, e o noivo não fazia parte da religião, sendo que a igreja não aceita que casais mantenham relações sexuais antes do casamento.

Inconformados com a decisão da igreja, o casal conseguiu uma tutela antecipada na justiça que obrigou a igreja a realizar a cerimônia, além de pedir indenização por discriminação. De acordo com os autos, eles alegaram que "gravidez não é motivo para o impedimento do casamento".

A igreja pediu um documento ao noivo que provasse sua origem religiosa, mas o noivo se negou a apresentar qualquer documento. A igreja recorreu da decisão pedindo indenização pela exposição do templo.

A juíza Rozana Fernandes Camapum aceitou o pedido da igreja, entendo que o Estado sendo laico, não pode interferir em dogmas da instituição, entendendo a juíza que a instituição agiu de acordo com os dogmas, e que os noivos não foram surpreendidos pela negação da igreja, sendo que o casal violou as normas da conduta da instituição religiosa. Informações e fonte "Extra".

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