quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, que impediu um aborto autorizado pela Justiça, foi condenado pelo Superior Tribunal da Justiça a pagar 60 mil reais.

O padre ao ser perguntado se está arrependido de impedir o aborto, ele diz não ter nenhum arrependimento por defender a vida de uma criança. "Ao dizer que a vida humana é sagrada, eu acredito que, ou a gente aceita como uma verdade universal ou nós vamos cair nas atrocidades do nazismo", contou o Padre para a TV Anhanguera.

"Eu ser condenado por causa de Jesus e com Jesus e de um tribunal, que não é nem de 1° nem de 2° grau, para mim é uma honra. Eu não mereço, mas eu agradeço", contou o padre.

Diagnosticado com uma síndrome que impede a vida fora do útero, o STJ contou que o padre pediu um habeas corpus alegando que os pais iriam praticar um homicídio. A gestante que já estava internada para realizar o procedimento, foi surpreendida pela decisão da Justiça de Goiás, tendo que voltar para a sua casa em Morrinhos, região Sul de Goiás. O bebê nasceu oito dias após a decisão judicial e morreu logo em seguida ao parto.

O caso aconteceu em 2005, onde segundo a explicação do padre, na época ele era somente um estudante de direito e quis defender a criança. "Porque a vida humana não vale por sua qualidade, nem pela sua duração. A vida humana vale em si mesma. [...] A criança, o nome dela era Giovana, estava condenada à morte por uma sentença judicial. Sentença que tinha ilegalidade e abuso de poder, assim reconheceu o desembargador. Por isso, eu, que na época era estudante de direito, resolvi impetrar o habeas corpus em favor do neném para que o aborto não fosse realizado", afirmou o padre.


Ao ser questionado se teria condições de pagar a indenização de R$ 60 mil estipulada pelo STJ, o padre respondeu que não tinha o dinheiro e que também não queria que lhe doassem nada para pagamento dessa indenização. Informações e fonte "G1".

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