segunda-feira, 9 de outubro de 2017


Uma audiência pública com a finalidade de pedir o fim dos templos evangélicos nos presídios do Rio de Janeiro, feito por um grupo de representantes das religiões afro-brasileiras está causando grande rebuliço entre os religiosos.


Em um documento entregue na Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos(SEDHMI), com apoio do deputado estadual Marcelo Freixo, que é presidente da Comissão de Defesa de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), que apoiou todas as reivindicações dos representantes das religiões afro, tem como finalidade prevenir ataques semelhantes ao que ocorreu na Baixada Fluminense(RJ), quando um grupo de "traficantes evangélicos" invadiram um terreiro e destruíram os templos.

Foram feitas no total dez reivindicações, onde o principal é retirar os templos de dentro dos cárceres, onde segundo os religiosos, os traficantes estariam sendo arregimentados. "Os ‘traficantes evangélicos’, os mesmos que vem destruindo templos e aterrorizando afro-religiosos, são arregimentados no cárcere e recebem anotações por ‘bom comportamento’ por suas conversões", afirmaram os responsáveis pelo documento, que acusa as igrejas evangélicas de promoverem perseguição religiosa.

Os líderes das religiões africanas querem que os pastores e bispos evangélicos sejam processados por crime de ódio e enquadrados na Lei de Segurança Nacional, caso haja provas de que estão promovendo a perseguição, além de pedir o fechamento dos trabalhos evangelísticos e de ressocialização em presídios promovidos pelas igrejas.

"Queremos o combate ao racismo e à intolerância religiosa. É isso que estamos pleiteando", disse o babalorixá Adailton Moreira, acompanhado do seu advogado e representantes do Ministério Público. Informações e fontes "O Dia".


0 comentários:

Postar um comentário